quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

9 de Fevereiro: Passagem da Coluna Prestes por Piancó

Existe um confronto entre a visão criada pelos meios de comunicação no centro do poder político brasileiro, na época o Rio de Janeiro, e o impacto na vida da população do interior pela passagem da Coluna Prestes. “Há um paradoxo. Mesmo a imprensa sendo governista, tem uma visão favorável do movimento”, explica o professor Eduardo Peres Teixeira.

A coluna, que era chefiada pelo Major Miguel Costa, maior patente do grupo, acabou sendo conhecida pelo nome de seu chefe de Estado Maior, o Tenente Luís Carlos Prestes. A marcha, que durou quase três anos, mexeu com o imaginário popular. O fato de nunca terem sido derrotados, criou uma aura mística sobre a marcha e a figura de Prestes.

A Coluna Prestes tem dois lados opostos: enquanto é vista romanceada pela imprensa burguesa do Rio de Janeiro, a chegada de mais de mil homens, em áreas muito pobres do Brasil, foi desastrosa*. “Eram pessoas com todas as necessidades de um ser humano comum, e essas comunidades não tiveram como suprí-los”, explica o professor.

Mas a parte mais polêmica fica por conta do ocorrido em Piancó, na Paraíba, em 09 de fevereiro de 1926. A resistência liderada pelo padre Aristides Ferreira da Cruz, chefe político da região, atiçou a ira dos revolucionários. O resultado foi um massacre violento, com requintes de crueldade. “Em toda guerra existem excessos” explica Eduardo, e completa: “mas isto não tira a importância da marcha”.

* A Coluna Prestes teve, ao longo de sua jornada, um grupo que variou de 1500 homens em seu auge, até chegar próximo a 600, perto de seu fim.
BlogdePiancó/CampusonLine/Blog do Ary Ramalho

A FORÇA DO POVO

               
 Por Padre Djacy Brasileiro


              Quando o povo se une e luta, seu sonho torna-se realidade. Indubitavelmente, povo unido, aguerrido, crítico, consciente de sua cidadania, tem uma força poderosa que faz seu sonho acontecer: sonho de viver com dignidade. A força de um povo politizado provoca “furacão” de efeito arrasador. Basta querer!
                Quem não tem medo da força do povo? Qual é o detentor do poder que não se dobra diante de uma população unida, lutando pelos seus direitos? Qual a autoridade que se arroga acima da força popular?Afinal, o poder, no caso político, treme nas bases, quando o povo se organiza em vista dos seus direitos inalienáveis. Vejam alguns fatos reais na história do Brasil e do mundo.
                Povo bem organizado, articulado, firme, corajoso,quando marcha na luta pela conquista dos seus interesses, é uma bomba poderosa. A final, a força da população está na sua união: “povo unido jamais será vencido”. É por isso, que sempre acreditei em pressão popular. Sou testemunha ocular do efeito prático dessa força: conquista da água e da ponte do boi morto. Depois de muitas lutas, muita pressão, de forma democrática, ordeira e respeitosa, o sonho da comunidade sofrida tornou-se uma realidade concreta e existencial, e hoje essa gente sertaneja é feliz e agradece a Deus pelo força e coragem que lhe foi concedida  em todos os momentos de suas batalhas.
                Infelizmente, essa consciência de que o povo tem enorme poder quando está unido, arma de conquista dos seus direitos, ainda não existe na maioria dos sertanejos. Muitos esperam que as coisas aconteçam de cima para baixo, como se tudo fosse resolvido segundo a vontade dos detentores do poder. Por conta disso, sua força de transformação, de renovação, de fazer as coisas acontecerem, é subestimada, e quem sai ganhando com isso é a classe dominante. Aliás, a elite política e econômica não aceita de forma alguma, que as pessoas se  articulem em defesa dos seus ideais.  Aqui no Brasil, em tempos passados, não muito longe, quando a população se unia lutando em defesa de sua cidadania, logo era tachada de subversiva, de fora da lei. E toma chibata.
                Quando a população não se interessa, não tem coragem de lutar pelos seus direitos; quando se entrega ao espírito determinista ou fatalista; quando vai na onda do “não adianta lutar”, é “isso mesmo”, “fazer o que, né“?; quando fica esperando que a solução dos problemas da comunidade venha de cima para baixo, aí vem o medo, o pessimismo, e o pior, o comodismo, causa de muitas desgraças. Ora, o comodismo do povo é a felicidade dos que detêm o poder: prefeito, vereadores, deputados, governadores, senadores, presidentes. Muitos deles adoram ver o povão dormindo na sua eterna cama da inércia. Não é por acaso, que muitas lideranças querem manter o povão sob o manto da alienação política. E religiosa também. Claro! Ai daqueles que tentam fazer um trabalho de conscientização junto às comunidades, pois serão taxados de politiqueiros, anticristãos, vagabundos, incitadores da violência, perigosos, agitadores etc. Herodes e sua gente disseram com relação a  Jesus:  “ esse homem é um agitador, ele anda agitando o povo, matemo-lo”.Eis a razão do assassinato de Jesus da Galiléia.
                 Conscientizar as pessoas, fazê-las tomar consciência de sua cidadania, é, portanto, questão de coragem,heroísmo. É correr risco! Jesus é, então, o referencial maior nessa linha de seguimento libertário. Sigamo-Lo!
                Os padres, os pastores, as lideranças sindicais e estudantis, a imprensa e tantos outros líderes deveriam, em nome da fé cristã e da dignidade da pessoa humana, assumir, peremptoriamente, o compromisso de libertar o povo do cativeiro da alienação em todos os aspectos: político, econômico, cultural, religioso. Só assim, os pobres, os injustiçados, os excluídos, os violentados em sua dignidade de pessoa humana poderiam, com um elevado nível de consciência política, começar a brigar, a lutar pelos seus direitos mais elementares: saúde, educação, moradia, segurança, habitação, reforma agrária, saneamento básico, emprego, salário digno etc. Em síntese, a consciência crítica é a chave que abre a porta do cativeiro da morte (opressão, violência, injustiça social, fome, miséria etc.) para a libertação integral da pessoa humana. Usemo-la, então, e seremos felizes! Eis aí, o segredo da nossa redenção.
                Digo que o povo no Paraíba tem uma grande arma capaz de fazer grandes revoluções: o poder da fé cristã. O próprio Jesus histórico, num contexto de perseguição, de exclusão social, de miséria, fome, falara: “a fé remove montanhas”. Uma fé despojada de fanatismo, de reacionarismo, de ingenuidade, leva o povo a grandes feitos. Faz bem uma fé cristã revolucionária, libertadora.
                Entao, se  somos homens e mulheres de fé no Deus da vida, no Jesus libertador e no Espírito Santo, fonte de Sabedoria, unamo-nos e lutemos por uma sociedade onde a justiça social, a dignidade e o respeito à pessoa humana sejam uma realidade.
                Sertanejos e sertanejas, saiamos do berço esplêndido da alienação política e religiosa e  unamo-nos na conquista dos nossos direitos inalienáveis. Somos fortes e poderosos!
Padre Djacy Brasileiro
Twitter: @padredjacy

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fazendo uma correção de informações veiculadas por Tardeli Pires em seu Blog

Hoje fui surpreendida por uma matéria que foi postada num blog de noticiários locais na qual faz referência a enquete que elaborei aqui no Câmara em Foco. Neste artigo o redator comete alguns erros, que acredito terem sido involuntários, mas que descredibilizam as informações contextualizadas. Vamos analisar parágrafo à parágrafo.

“A vereadora do município de Catingueira, Maria Helena Gomes Fausto e Martins (PSL), aliada do prefeito José Edivan Félix (PR) decidiu votar contrário a prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2007 de responsabilidade do gestor catingueirense que se encontra na Câmara de Catingueira.”

Neste parágrafo, o redator muito feliz em suas colocações, faz uma introdução coerente com a realidade e com a verocidade dos fatos. E continua:

“As contas que foram reprovadas pelo TCE, chegaram naquela Casa Legislativa no dia 26 de novembro de 2010, tendo como prazo de 60 dias para aprovação ou reprovação. O prazo está “pausado” pelo fato da Câmara está em recesso parlamentar tendo como volta dos trabalhos, regimentalmente, o dia 15 de fevereiro.”

Estes dois parágrafos introdutórios estão perfeitamente elaborados. Um errinho de português aqui ou outro ali, mas nada relevante. Afinal somos passíveis de erros, principalmente em digitação; eu já cometi muitos e sei que errarei mais. Outro dia nesta enquete digitei EXERCÍCIO com “c” no lugar do “x”. Mas, voltando ao que estamos analisando, daí por diante só contradições.

“A vereadora Maria Helena que votou em 2009 a favor das contas do prefeito Edivan, referente a ao exercício de 2005 e a favor das contas referente ao exercício de 2006, ambas aprovadas por 06 votos, resolveu agora votar contrário as de 2007”

A partir de então, tenho que discordar, visto que só votei nas contas de 2005 e já mencionei este fato em outros relatos aqui neste mesmo espaço. Entretanto, na votação das contas de 2006 eu estava de licença maternidade e quem votou foi o vereador Sebastião Alves Morais (DEM), um colega pelo qual tenho grande estima e consideração. E assim, infelizmente o blogeiro continua se equivocando e se contradizendo:

“Com isto, teoricamente, a vereadora Maria Helena que ficou na base de situação por dois anos, agora deve fazer um trabalho de oposição ao prefeito de Catingueira, visto que, algumas críticas que antes não eram feitas, já começam a aparecer. Caso o rompimento seja concretizado, Edivan passa a ter cinco vereadores de situação contra quatro de oposição”

Agora, meu colega dos noticiários virtuais, faz uma infeliz análise de valor sem averiguar os fundamentos dos fatos. E o que antes era uma informação concreta, agora passa a ser teoria. Ou seja, anteriormente fui descrita como uma vereadora de situação, agora sem ser consultada passo ao achismo de compor um grupo oposicionista com outros três colegas formando, assim, um grupo de quatro vereadores. Oposição esta, que não posso reconhecer, pois na matéria os vereadores não foram denominados. Assim, não falo pelos meus colegas, mas retifico o que ora foi escrito. Pois sempre cobrei, sempre critiquei quando preciso. Nunca me omiti quando houve atrasos salariais. Contudo, apenas, agora estou tendo a oportunidade de externar com maior transparência os meus sentimentos e minhas ações. Visto que antes, eu não tinha nenhum meio de fazer  girar e divulgar as informações. Hoje, tenho meu blog e aqui posso relatar tudo que me incomoda e também proporcionar maior dinamismo ao trabalho legislativo.

“Em razão da união do prefeito com alguns vereadores oposicionistas, acredita-se na cidade que um deles estaria já base de situação. Sendo assim, Edivan passaria a ter novamente seis vereadores e tendo as contas de 2007 aprovadas novamente pela Câmara.”

Neste último parágrafo, a oposição passa a ser situação. E os vereadores, cujos nomes não foram mencionados passam ao singular e limita-se a um membro. E o prefeito que tinha cinco vereadores, conforme supracitado, passa a ter seis. Não comentarei, porque não faço juizo de valor sem fatos concretos. Como não consultei nenhum colega, em virtude de desconhecê-los, pois não há referência de nomes que não seja o meu, não posso credibilizar o que foi passado como suposição.

Desta forma, só tenho que lamentar o nível da informação que ora foi noticiada. E  dicordar diante da falta de compromisso de alguns com a ética, com o respeito para com o leitor e , sobretudo, com a formação da opinião, destorcendo a realidade.

Vou votar sim contrária as contas do prefeito, porque fiz uma consulta popular e penhorei minha palavra. Entretanto, se esta mesma enquete tivesse dado outro resultado, acompanharia a decisão qual fosse. Espero ter informado àqueles que foram involuntariamente desinformados, ou parcialmente informados, como queiram. Acredito que, aos poucos os equívocos aqui relatados, serão melhor averiguados e não teremos que submeter o público a nenhum constrangimento desta ordem.

Síndrome de Estocolmo


Por Cláudia carvalho

Na Paraíba há um adágio que diz: você vale pelo mal que pode causar.
De adágio, virou estilo de vida. Rentável e eficiente, tornou-se lema para muitos que militam na imprensa do Estado. Igual a rastilho de pólvora, a fórmula contagiou muitos que nem tinham aptidão ou formação para a comunicação e nem sabiam qual sua destinação. Mas, isso também pouco importa. Basta repetir alfinetadas, ataques, chacotas, ameaças e constrangimentos até que a vítima peça arrego e abra a carteira.
Sem romantismo, essa prática não é minoritária no jornalismo paraibano. Ela se disseminou e virou sinônimo de prosperidade, prestígio e, claro, poder.
Até aí, não está tudo bem, mas é compreensível que a tática ofensiva, uma vez gerando resultados, seja repetida à exaustão por quem não tem muitos pudores. O que chama a atenção é a reação despertada nos "alvos".
A psicologia, desde a década de 70, chamou o estranho fenômeno em que a vítima desenvolve simpatia por seu algoz de "síndrome de Estocolmo", numa referência a um famoso assalto a banco ocorrido em 1973 e no qual os reféns defendiam seus captores.
Muito longe de Estocolmo e no calor dos trópicos, muitos paraibanos de estirpe se apalermaram com seus algozes. Ao mesmo tempo que reclamam, também dão Ibope, citam, repercutem e valorizam justamente quem lhes ataca.
Questão de gosto ou falta de gosto não se discute, já dizia outro sábio provérbio. Mas, eis que surge um complicador: apesar de nem todo mundo ser vilão na estória, acaba sendo enquadrado na generalidade e topando com as pechas vis que levam à vala comum.
Causar o mal é deleite para quem gosta dele. Quero estar longe perseguindo uma utopia que ensinaram na faculdade que teimei frequentar para ter direito a um diploma cujo valor expirou numa cacetada vingativa do STF. Mas, o que vale não é o papel. É um sentimento, a vontade de acertar e de ainda teimar em querer fazer o certo mesmo que ao redor digam que essa preocupação é típica dos fracos. E haja fraqueza para reagir, devolver as bordoadas e não quedar diante da tentação de aderir ao modus operandi da estação.
Deve ter sido em meio a uma crise deste naipe que Renato Russo concebeu os célebres versos de "Há tempos" que dizem: "Compaixão é fortaleza.
Ter bondade é ter coragem".
Renato não era mais um na multidão. Não ficou rico nem dominou o mundo, mas continua sendo respeitado. É uma boa marca.


Parlamentopb







sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Exerçamos nossa cidadania com qualidade

Ontem, dia 03 de fevereiro de 2011, os professores da rede municipal de ensino, receberam seus salários. Claro que estes foram referentes ao mês de dezembro de 2010, mas deu para aliviar a situação financeira da classe docente.
Apesar, de ter conhecimento que o mês de janeiro fica na pendência, promovendo insatisfação á classe que começará o ano letivo desestimulado. Espero que no próximo dia 10 do corrente, o nosso gestor municipal faça o mesmo com os demais funcionários, para que diminua o drama de pais e mães de famílias que vivem o estigma de um constante desajuste nos seus orçamentos domésticos. Pois, toda e qualquer justificativa que não favoreça a priorização do funcionalismo público, torna-se insuficiente diante deste quadro alarmante de desrespeito para com estes cidadãos.
E não tenhamos medo de reivindicar nossos direitos. Cobrar de nossos governantes ações governamentais que diminuam as disparidades culturais e fiscalizar nossos políticos são inerentes as nossas tretensões de melhorias nos sistemas econômico-sociais de nosso país. Esta semana tivemos uma prova de que devemos sempre agir, nunca nos acomodar. Quando o sindicato gritou, logo foi ouvido.Os professores, foram de imediatos reconhecidos e receberam seus salários.
Sou vereadora, logo, devo sempre ser cobrada. O povo está no seu direito de me fiscalizar e de interpelar sobre minhas ações e meus trabalhos. Portanto, sejamos coerentes com nossos direitos e corretos com nossos deveres. Exerçamos nossa cidadania com qualidade.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O funcionalismo é a mola propulsora dos serviços públicos e precisa ser respeitado

Quando decidi votar neste piso salarial para o magistério, que hoje é implantado em Catingueira, foi para que não fossem exigidas as 40hs semanais como seria proposto. O piso seria integral, mas também a carga horária seria compatível. Então, em consenso com o executivo,aceitei a proposta de um piso condizente com as horas-aulas semanais que os educadores já disponibilizavam ao corpo escolar.
Contudo, também votei neste projeto o incentivo profissionalizante, através das graduações por carreira e, ainda, o pagamento dos retroativos. O que não vem sendo respeitado. Hoje, os professores me cobram esta postura, e com razões bem plausíveis. Pois, eu deveria ter sido mais enérgica em minhas posições e não ter cedido diante dos argumentos apresentados. Sei que o meu voto ali não teria feito diferença. Afinal foi um projeto aprovado por unanimidade dos presentes. Mas, pelo menos, eu não teria compactuado com esta situação do sistema educacional catingueirense.
Em dias atuais, são dois meses de atraso salarial que o funcionalismo em geral enfrenta. E eu me pergunto: O que estou fazendo? Querem a resposta mais sincera? Nada. Pois, sinto-me impotente diante deste Parlamento de Estrelas. A maioria é mestre na arte da política e eu me sinto apenas coadjuvante neste cenário das fábricas de leis. O que posso fazer? Não sei.
A única coisa que tenho consciência é da minha responsabilidade para com a fiscalização pública e para com o povo que me elegeu. Estou do lado do funcionalismo municipal. Pois, não posso admitir que um gestor passe dois meses sem pagar aos seus professores, enfermeiros, auxiliares ou garis. Todos precisam e a maioria são chefes de família que dependem deste salário para o sustento familiar.
Desta forma, reitero meu apelo ao senhor prefeito municipal para que o mesmo  honre  seus compromissos com estes que são a mola propulsora da sociedade. Todos merecem integridade em suas cidadanias. Tendas que são montadas favorecem a interação social, mas o desrespeito para com a classe assalariada municipal promove miséria na dignidade humana e aumento da desigualdade social.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O povo não sabe votar ou sabe?

Quem disse que o povo não sabe votar? É um adágio popular que vez por outra escuto, geralmente em situações em que querem colocar a culpa das más gerências publicas na sociedade. E nestas circunstâncias, ainda completam: “ Cada povo tem o governo que merece”.  
È difícil acreditar que o meu povo não mereça bons gestores; não seja digno de bons políticos; não mereça ser respeitado em cidadania e em inteligência. Não posso admitir que queiram colocar no meu povo a culpa por ter acreditado e confiado em propostas falsas; em opções restritas e pouco condizentes com as exigências populares.Afinal, em período eleitoral são vendidas propostas e nomes numa publicidade que beira a utopia comunista.
Quer uma prova de que o povo sabe votar?
Pois, bem. Fiz uma enquete neste Blog com o seguinte tópico: “ As contas do prefeito de Catingueira do exercício de 2007 foram reprovadas pelo TCE-PB. Como você quer que a vereadora Maria Helena vote?” E dei as seguintes alternativas: “Contra a reprovação das contas do prefeito Edivan’ ou “ A favor da reprovação das contas do prefeito Edvan”. Dentro deste contexto a população votou pela afirmação dos pareceres prévios do Tribunal reprovando as contas do prefeito em 69% dos participantes. Ou seja, o povo sabe o que quer.
Desta forma, acredito na vontade popular. Acredito na capacidade crítica e na dignidade deste povo que almeja por políticas públicas voltadas para diminuição das desigualdades sociais e que sonha com uma educação qualificativa. Agora, pergunto? Como será que os vereadores vão votar? Porque se deixarem o partidarismo falar mais alto, estarão contrariando a opinião pública, como outrora já o fiz e admito meu erro.
Então, os políticos é que estão no caminho errado e uma transformação no sistema político-partidário é emergencial.
Portanto, o povo é sábio. Quem não sabe interpretar o anseio popular somos nós, membros de um clã que não absorve o que o cidadão diz e não respeita o que este povo quer. Logo, cheguei à resposta de minha pergunta inicial. E deduzi que quem inventou esta máxima de que “ o povo não sabe votar” foi um político. Este deveria estar com dor de cotovelo porque os eleitores contrariaram seus interesses.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Enquete encerrada, voto decidido

Ao elaborar esta enquete, cujo resultado estará exposto até o dia da votação das contas do prefeito Edvan  pela Câmara de Vereadores de Catingueira-PB, pensei: “ Será que o povo vai entender minha mensagem?” E com o passar dos dias e com a participação popular direta ou indiretamente, fui avaliando a abrangência de minha decisão.
Pois, a Democracia precisa de um impulso maior para sobreviver em meio as oligarquias políticas e aos monopólios de poder estabelecidos nos setores de gerência pública. O povo precisa  interagir com as determinações político-sociais que delineiam nossa Constituição maior. E os políticos precisam dar mais espaço aos ideais sócio-culturais para a promoção de uma reforma salutar neste sistema de condicionamentos particulares infrutíferos.
A socialização de idéias e de recursos é possível à medida que se constroem conceitos voltados para o bem-estar do ser humano, respaldando os direitos e os deveres do exercício de uma cidadania efetiva.
Desta forma, meu maior orgulho nestes dois anos como vereadora foi ter tido a oportunidade de fazer esta consulta popular, este plebiscito. Pois, pude por em prática minhas idéias de democratizar as decisões parlamentares. E concomitantemente, realizei uma das mais inovadoras práticas políticas com a promoção desta interatividade de opiniões entre a sociedade e o Poder Legislativo catingueirense.
Espero que no dia da sessão para apreciação das contas do prefeito Edivan, que ainda estar para ser marcada, o povo esteja presente e sinta-se participante nesta votação porque meu voto será a mais expressiva personificação da vontade pública, visto ter sido pautada no resultado desta enquete que hoje foi encerrada, salientando-se que o referido resultado respaldará o desejo do povo que através dela se expressou.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Padre Fabrício Dias Timóteo se destaca em sabedoria e Catingueira em ascenção religiosa

No dia 15 de fevereiro de 2009, um jovem padre de apenas 29 anos de idade, era empossado administrador paroquial na Igreja Matriz de Catingueira, interior paraibano. O Pe. Fabrício Dias Timóteo, impressionou logo na chegada, em virtude  de sua jovialidade denunciada por um rosto quase adolescente. Na bagagem, a inexperiência de um recém ordenado que acabara de sair do seu estágio na Igreja de São Sebastião em Patos-PB, sua terra natal.
Contudo, o seu currículo já avisava de sua especial sabedoria e vocação religiosa. Quando adolescente, estudando no Instituto Educacional Vera Cruz, escola patoense onde terminou o ensino médio em 1997, já se apresentava em sua excepcionalidade como o mais promissor aluno daquela repartição escolar. E ,respaldando, as expectativas,  ingressou no curso de direito da Universidade Regional do Cariri, URCA, logo em 1998.
Entretanto, a vocação religiosa começou naquela mesma época a aflorar no coração e na vida do jovem Fabricio. E ao concluir o terceiro período do curso, encerrou também, sua idealizada carreira na magistratura, para abraçar o caminho desenhado em meio ao seu abrilhantado destino.
Entrou no Seminário Menor São José  em Patos no ano 2000, onde permaneceu por 1 ano. Em 2001 ingressou na Faculdade de Filosofia em Campina Grande, onde residiu por três anos:tempo de duração do curso. Em 2004,iniciou seus estudos teológicos em João Pessoa  para concluí-los em 2008 quando retornou à cidade de Patos para o seu estágio na Igreja de São Sebastião. Ainda, como estagiário,em setembro de 2008 e denotando sua introspecção de conhecimentos, assumiu , a convite do bispo diocesano Dom Manuel, a direção de uma das rádios mais tradicionais patoenses, a Rádio Espinharas. E a partir de então, sua predestinada missão de evangelizador se fortalecia e se firmava como um dos mais promissores pastores do catoliscismo.
No dia 09 de janeiro de 2009, a Igreja celebrava a ordenação deste ilustre pregador das palavras do Cristo, que cheio de idéias inovadoras foi contemplado com um dos desafios mais fervorosos do seu itinerário  religioso: administrar a Paróquia de São Sebastião em Catingueira-PB, terra do poeta repentista Inácio e dos irmãos no sacerdócio Padres Jorge Luis e Gerinaldo.
Concomitantemente, abraçou a missão e iniciou um processo de construção de um novo perfil sócio-religioso dos devotos e das devotas, daquela comunidade. E através da inovação dos conceitos e dos preceitos da religião católica, promoveu  uma transformação nos padrões e nos costumes cristãos catingueirenses. A tradicionalidade dos dogmas apostólicos ganhou um requinte de modernismo através do vanguardismo do Padre Fabrício que dividiu o processo de formação histórico-social da cidade caracterizando o antes e o depois do jovem vigário à frente da administração paroquial local.
Atualmente, Catingueira, celebra o sucesso seqüenciado da tradicional festa do seu padroeiro e resgata em suas memórias o legado deste Reverendo que ascendeu a pastoral familiar com sua contagiante expressão cristã;  implantatou o terço dos homens com a motivação de um pastor que cuida da integralidade do seu rebanho; incrementou o templo católico com o grupo do ECC ( Encontro de Casais com Cristo) destacando sua reverência aos valores familiares; e promoveu uma interação religiosa entre as comunidades, interagindo a zona rural e a cidade.
Hoje, o município ostenta o orgulho de ter Padre Fabrício como filho adotado pela Câmara Municipal através de um Decreto que apenas ratificou o que o Reverendo já havia conquistado com seu carisma e seu protótipo de bom pastor. E foi sua mansuetude e sua dedicada trajetória administrativa que  promoveu um sucesso em participação popular e em arrecadação financeira nas tradicionais festividades de São Sebastião, santo protetor dos católicos catingueirenses. Uma verdadeira revelação como administrador, qualidade esta que o fez ascender junto a Rádio Espinharas, o promovendo em outubro de 2010 à Direção-Geral daquele sistema católico de rádio-difusão.  
No próximo dia 15 de fevereiro, comemorar-se-ão  os dois anos de Padre Fabrício como vigário catingueirense e seus irmãos estarão sendo congratulados pela oportunidade de convivência e de aprendizado com o filho de Dona Ilma Dias e de seu Cláudio Timóteo.Um presente que veio em forma de um verdadeiro divulgador do Evangelho de Jesus Cristo que vem desbravando retóricas com o favorecimento da fé e do amor em Deus; um símbolo do Catolicismo moderno que vem ampliando os horizontes espirituais do seu rebanho e dismistificando as fronteiras da religião, com uma socialização de princípios  voltados para moralização das práticas cristães. Padre Fabrício, portanto, destaca-se em sabedoria e  Catingueira resgata sua fé.





sábado, 22 de janeiro de 2011

"Ser catingueirense é ser devoto de São Sebastião"

A festa de São Sebastião  em  nossa Catingueira, ultrapassa as fronteiras da lógica e da curiosidade humana. Pois, traduz a fé só racionalizada pelos que entendem e acreditam além do materialismo. As palavras terrenas, em sua insuficiência descritiva, não alcançam o ápice das emoções que apenas os partipantes reconhecem. È um magnetismo que através da alma interage os corpos vivos e  unidos numa tradicional devoção. O sentimento religioso aflora com mais vida e revigora o catolicismo que, apenas o catingueirense sabe absorver e canalizar em energia dispensada  aos dez dias das festividades em homenagem ao padroeiro da cidade.
São alvoradas que despertam os moradores deste município interiorano, às cinco horas da manhã, intimando os fiéis à celebrarem o ofício divino às 5:30hs. São nove noites de oração, em novenas, que com a Ladainha de São Sebastião enaltecem a fé cristã. E quando chega o dia 20 de janeiro, a comunidade católica ,saudosamente, revive todo o sentimento religioso numa nostálgica procissão em reverência ao seu Santo Protetor. Neste itinerário de oração e devotamento, os filhos de Catingueira dão uma expressiva demonstração do sentimento que move os corações catingueirenses e incansavelmente reproduzem, em conjunto de espírito, a fé e os costumes deste povo sertanejo.
A festa de janeiro, como nós popularmente denominamos, tem um poder imperceptível a nossa restrita visão. Pois, é capaz de mobilizar toda uma cidade em um só sentimento: o de promoção da fé. E, ainda, uni ,fraternalmente, toda a sociedade em prol de uma festividade que do seu tradicionalismo é alimentada. Os filhos naturais migram dos lugares mais longínquos numa expoente denotação de fé e de amor ao Santo Padroeiro. E a comunidade católica representada, num estereótipo familiar, por todas as faixas etárias, confirma que: “ Ser catingueirense é ser devoto de São Sebastião”.

Procissão de São Sebastião dia 20 de janeiro de 2011

Missa campal após a procissão encerrando a festa de Pdroeiro

João Fernando, um dos soldadinhos de São Sebastião,filho da vereadora

Vereadora e seu outro filho de 8 anos, João Paulo


Vereadora com seu filho e Salomão Cordeiro com sua esposa Fátima Fausto

Vereadora com o casal Rivaldo Caetano, ex-prefeito, e Gracita

vereadora com seu filho e sua prima Rita de Cássia e a amiga Isabel

Noite de novena

Vereadora Solange com seu esposo Edvaldo e  Vereadora com seu esposo Woshington e seus dois filhos
Padres catingueirenses: Jorge, Fabrício e Gerinaldo e presidindo a missa solene o Pe. grandão, Maurício Sandro


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Uma cidade, duas realidades


No último dia 17 de janeiro, aqui em Catingueira, pude presenciar em um só cenário duas realidades antagônicas. Primeiro, descrevo o orgulho que senti  diante do projeto “ Prefeitura em Ação”, com a Tenda da Cidadania que deu um bom exemplo de como deve ser a relação instituição pública com o seu cliente, ou seja, com o povo. A interatividade dos serviços, mostrou a todos que o serviço público pode funcionar com agilidade e dinâmica e a burocracia surge conforme as formalidades sobrepõem-se ao interesse popular. Em outro momento, exponho minha indignação diante de cidadãos do mesmo município sendo prejudicados pela falta de interesse do mesmo gestor municipal em quitar os salários atrasados dos que fazem a limpeza urbana da cidade.
Deparei-me, então, com um confronto de opiniões e de sentimentos opostos. Pois, a Tenda da Cidadania abrilhantava a festa do nosso padroeiro, proporcionando socialização e interatividade das políticas públicas e quero aqui deixar meu agradecimento, como cidadã, aos organizadores do projeto, principalmente ao senhor Lindeílton Leite, secretário de Ação Social e estendo minhas congratulações ao prefeito Edvan Félix por ter viabilizado a realização desta festividade sócio-cultural.
Entretanto, tenho que deixar aqui a minha discordância diante da falta de humanidade e de responsabilidade do mesmo gestor em deixar pais e mães de famílias sofrendo com o desprovimento de alimentos nas suas mesas. Enquanto, fazia-me participante e orgulhosa daquele evento que só engrandecia nossas festividades, meus amigos e irmãos que me prestavam relevantes serviços de limpeza pública,  faziam-me ciência da situação constrangedora que estavam vivendo em decorrência de três meses de atraso em seus salários.
Contudo, agradeço ao senhor prefeito por ter tido a ombridade de quitar, no final daquele dia, um mês do débito que tinha com cada um daqueles humildes cidadãos  catingueirenses.  Sei que atitude foi pequena diante do tamanho da dívida. Mas, reconheço o seu esforço e continuo apelando para o reconhecimento da cidadania de todos e para isso deve-se ter o devido respeito com o funcionalismo público municipal.

 
Vereadora eo Pe. Fabrício

Vereadora medindo a pressão arterial com a Fisioterapeuta Samara







Vereadora com D. Trezinha Valdevino

Pe. Fabrício verificando a glicemia

Vereadora com João do Òleo e sua filha Marli

Vereadora com Tony e seu tio Sebastião Oliveira, representando o Sindicato dos trabalhadores Rurais

Vereadora e Sílvia, cabeleireira que prestava serviços no evento

Vereadora e Judivan , agente de saúde

Vereadora participando da tenda das manicures

Veredora com Nenezinho Pereira, diretor de cultura, e a pedagoga Duduca

domingo, 16 de janeiro de 2011

Catingueira ganha dois novos filhos, dois especiais cidadãos

Ontem, 15 de janeiro de 2011,em sessão solene na Câmara de vereadores de Catingueira-PB, presenciei um dos momentos mais fraternais da Casa Severino Tibúrcio de Sousa com a entrega dos títulos de cidadãos catingueirenses aos Padres Fabrício Dias Timóteo e Elias Ramalho.
Pois, receber tão ilustres pessoas no seio da família catingueirense gerou nos presentes momentos de emoção, de interação, de satisfação. Foi uma solenidade que deu vida aos anseios sentimentais da sociedade de nossa cidade e que por este motivo, nunca, antes naquele parlamento-mirim, presenciou-se uma alegria tão irradiante... tão contagiante.
Desta forma, ostentarei a todos o orgulho que sinto por ter proposto este Decreto Legislativo ao Plenário Genival Montenegro Pires. E, ainda, serei eternamente agradecida ao Deus Pai por ter me usado como instrumento canalizador de suas vontades ao me inspirar em tão grandiosa propositura de fazer do Padre Fabrício Dias Timóteo um cidadão catingueirense.
Quero, ainda ,neste espaço, parabenizar minha amiga, a vereadora Maria Solange Campos Leite, pela iniciativa de propor naquela Casa de Leis o outro Decreto que outorgou o Padre Elias Ramalho nosso irmão fraterno em cidadania.
Aos meus pares, agradeço por ter me proporcionado e estendido esta felicidade aos meus conterrâneos de fazer dos nossos pastores, nossos irmãos. Aos queridos Padres, agora cidadãos catingueirenses também, fica minha gratidão por terem nos abraçados e aceitado fazerem parte de um estereótipo familiar ao qual,agora, estamos contextualizados.
Desta forma, Catingueira hoje, vivencia uma festa de Padroeiro mais contente. Pois, ganhou filhos especiais, que sabem como viver a fé e divulgar as palavras de Cristo com sabedoria, com princípio, com ética e, sobretudo com devoção ao soldado mártir cristão. Visto que, ser catingueirense é ser devoto de São Sebastião.
Vereadora Maria Helena entregando o Título de Cidadão Catingueirense ao Pe. Fabrício

Pe. Fabrício e a vereadora Maria Helena

Família do Pe. Fabrício com os homenageados

Pe. Elias, Katyelly e Pe. Fabrício

Yasmin, Soneide,Pe. Elias, Pe. Fabrício, Eraldo e a vereadora Maria Helena

Vereadora Solange, Pe. Elias, vereadora Maria Helenaeo Pe. Fabrício

Após a solenidade almoço na residência de Mário Barboza e Terezinha Fausto

sábado, 8 de janeiro de 2011

A lei do silêncio

È impressionante o que vejo em Catingueira, hoje 08 de janeiro de 2011, ás vésperas da festa mais tradicional de nossa cidade, que é a festa do nosso padroeiro São Sebastião, e os funcionários públicos municipais ainda não receberam seus ordenados referentes ao mês de novembro de 2010. E o que mais me incomoda é a impotência que sinto de ante de tal fato. Eu como vereadora, numa câmara de férias, a qual só voltará aos trabalhos após o dia quinze de fevereiro, e o pior todos querem que eu fique em silêncio porque sou da base aliada.
Contudo, sou vereadora e esta posição me é cobrada dia-a-dia na minha consciência de cidadã e, também, de pessoa pública. Pois, vejo o que se passa em minha cidade e cobro a todo instante quando tenho oportunidade de contato com o representante do executivo, o senhor prefeito José Edvan Félix, soluções para os problemas locais. Ainda, dentro dos padrões formais, vários requerimentos de minha autoria chegaram ao seu gabinete e nunca obtive nenhuma resposta.
Hoje, deparo-me com uma situação mais constrangedora, pais e mães de famílias sofrendo as conseqüências de um ato público que atinge até a mesa de suas casas. E o que posso fazer? Gritar? Falar?Pedir? Pois, é meu caro eleitor e,ainda querem que eu fique calada. Quando nunca fiquei. Por que agora devo ficar? Sou aliada sim do senhor prefeito. Porém, sou aliada, antes de tudo, do povo que me elegeu. Então,digo a todos:” Procurem seus direitos, reivindiquem, cobrem, mobilizem-se...a força popular é grande. O apelo do povo é capaz de mudar uma nação. O silêncio apenas serve para manter os monopólios da mal gestão pública.
Quero aqui deixar claro que estou com vocês, mas preciso de todos para poder lutar por uma causa conjunta. Não posso levantar uma bandeira solitária, tenho que ter a parceria de todos que estão se sentindo prejudicados. Desta forma, não deixem o silêncio imperar, façam dos seus direitos um ideal de conquista e vamos a luta. Porque Catingueira merece uma festa de janeiro com muita alegria, entusiasmo e motivação. Nossos filhos merecem ir ao parque, e todos merecem o mínimo de consideração.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Distorção de opiniões

Quando resolvi fazer esta enquete sobre a votação das contas do prefeito Edvan, foi para determinar ao povo o poder que já lhe é outorgado nas urnas em período eleitoral. Logo, uma decisão tão dimensional não poderia ser tomada de forma unilateral sem escutar as várias segmentações sócio-municipais.
Contudo, uma confusão se instalou nas ruas catingueirenses discutindo se eu sou da base aliada do Poder Executivo ou não. Questão totalmente irrelevante dentro da visão de independência dos poderes. Votar ou não numa determinada matéria não condiz posicionamentos, pois o vereador vota conforme sua capacidade interpretativa do teor da proposta apresentada.
Entretanto, digo que sou aliada direta de Dr. Odir Borges( PSL), o que me torna aliada indireta de Edvan Félix( como ele mesmo tem dito). E assim venho sendo estes meus dois anos de legislatura e continuarei conforme indicação do meu partido. O que não me faz dependente das vontades de grupinhos formadores de opiniões. Pois, também posso formar opiniões próprias ou conjuntas com o povo, como estou fazendo agora.
Desta forma, acredito ter respondido as interpelações circunstanciais e confio que possa ter conscientizado alguns da importância de o povo participar mais das decisões da Câmara de Vereadores. Esta consulta é apenas a primeira que faço, dentre outras que poderão ser feitas durante estes dois anos que ainda me restam na Casa Severino Tibúrcio de Sousa.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Você é quem vai decidir

No final do mês de novembro do ano de 2010, chegaram à Câmara Municipal de Catingueira as contas com parecer reprovado pelo TCE-PB do exercício de 2007 do prefeito José Edivan Félix. Desde então, comecei a me perguntar: como eu devo votar? Acompanho o parecer técnico dos auditores ? Ou voto conforme a indicação partidária de meu grupo político?
È uma decisão um tanto quanto paradoxal. Visto que, se decido meu voto de acordo com o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba irei me opor à decisão política indicativa do grupo a qual estou inserida.
Sempre achei errado que uma decisão de natureza contábil tivesse um parecer final emitido pela a Câmara. Deixando, assim de ter uma análise especializada para ir a submissão dos interesses políticos locais. Afinal sempre prevalecerá uma decisão política. Quando o Prefeito tem a maioria aprova, quando não, fica a reprovação de acordo com a vontade da oposição ao gestor.
Já que não sou nenhuma especialista em contabilidade pública e nossa Constituição requer um parecer final de caráter político, resolvi submeter o meu voto a consulta popular. Desta forma, estarei outorgando ao povo o poder que lhe é de direito. Portanto, a partir de agora cada catingueirense terá em suas mãos a decisão de ir contra ou a favor do parecer do TCE-PB.
Quero, desde já, conscientizar a todos que esta enquete decidirá não apenas o meu voto, como também, poderá influenciar procedimentos políticos futuros. Quero que cada cidadão eleitor de Catingueira sinta-se participante no resultado desta enquete indo contra ou a favor da vontade pessoal, afinal será uma decisão conjunta... um plebiscito.
Em virtude do exposto, informo a todos que o resultado da enquete será divulgado para o conhecimento de todos no dia da votação das contas, que está para ser marcado pela presidência da Casa Severino Tibúrcio de Sousa. E quero desde já, pedi a todos que participem, pois foi a forma mais transparente e democrática que encontrei para dar responsabilidade e participação popular ao meu mandato de vereadora. Então, vote...porque você é quem decide.